A MINHA CASA

30 09 2007

A minha casa.
Nasceu de sonho.
Nasceu de amor.

Nasceu de idéias.
Nasceu de vontade.
Nasceu do traço meu
E dos amigos.
Nasceu da vontade de ver um castelo erguido
Que me proteja de todo mal.A minha casa
Tem duas árvores.
Eu plantei com meu amor…
O Nim indiano
Espantará as pragas
O Umari nativo
Trará lembranças
Do Seridó
Também terá algumas plantas
De nome “Felicidade”.
Felicidade sempre é bom…

A minha Casa
Tem um terraço
Onde a galera
Ouvirá um som…
Onde meu filho
Correrá sorrindo
Onde eu vou ler
Clarice, Nietsche,
Fernando Pessoa.

A minha casa
Tem um laboratório
De sonhos e fantasias
Onde surgirão invenções,
Contos de fadas,
Alegorias,
Telas, cores, poesias
Brincadeiras e máquinas
De trabalho ou diversão.

A minha casa
Será galeria e
Nas paredes, vou pendurar
As obras dos artistas
Da minha terra,
Marcelus Bob, Ammer,
Assis Marinho, Flávio Freitas,
Aíla e quem mais agradar.
Frida também terá seu espaço
Numa parede destaque
Ou, quem sabe, num altar…

A minha casa
Tem uma cozinha
Que eu penso
Em utilizar,
Quem sabe me exibir?!
Quem sabe improvisar?!

A minha casa
Será um templo
Onde plantarei amor
Onde selarei a união
Onde provarei desejos
Onde vou fazer delícias
Onde farei orações
Onde vou ninar meus anjos
Onde dormirei em paz

A minha casa
Será meu ninho
Terá minha cara
Terá minhas cores
Guardará minhas dores
Acalentará minha alma
Vai ser minha calma
Será o meu lar.

Manu albuquerque
30/09/2007

 

 





BAGANA

26 09 2007

Era uma vez uma menininha
que saiu pra passear
numa tarde de domingo
com a vovózinha, por todo lugar…

Ao sair de casa,
A mamãe lhe disse:
“- Aproveite!
- Deixe de tolices!
- Hoje é dia
De passear com a vovó…
Não faz mal comer BAGANA
Uma vezinha só!”

A menininha ficou curiosa
Com essa palavra nova e pensou:
“-Bagana???
Deve ser bom como doces
Já que é especial!
Como aquelas rabanadas
que se come no Natal!”

E então a menininha
Foi com a vovó passear
aqui e alí ,
E Por todo lugar…

Chegando a hora
Do seu lanchinho
A vovó perguntou
Com todo carinho:
“-Menininha quer pipoca?”
E a menina respondeu:
“-Não vovó, quero BAGANA!”

A vovó ficou surpresa
E ficou a se perguntar
Que danado de “bagana”
Pra essa menina eu vou dar?!

A vovó tentou de novo:
“-Menininha, quer biscoito?”
“-Não vovó, quero BA-GA-NA!

E assim a vovozinha
De um tudo ofereceu,
Chicletes e chocolates
Caramelos e biscoitos
brigadeiro, algodão-doce
refrigerantes, água de côco…

Dos doces, foi para as frutas
goiaba, jaboticaba,
maça, pêra e banana
Mas, decidida a menina,
Queria mesmo bagana!

A menininha muito intrigada
Nada, nada aceitava
E ia ficando curiosa
E ao mesmo tempo irritada:
“-Vovózinha querida
A senhora não me engana!
A mamãe disse bem alto
Meu lanche hoje é BA-GA-NA!

Quem assistia a cena
Da vovó dava risada
pois viam que a mamãe
a tinha posto numa enrascada…

Chegando em casa, a menininha
logo, logo reclamou:
Reclamou toda dengosa
Que por toda aquela tarde
Da BAGANA não provou!

E a mamãezinha,
Muito engraçada,
Não esquece da cilada
Em que colocou a vovó.
… Até hoje conta o fato,
Se derretendo em risada
Numa alegria só!

A sapeca menininha,
Logo logo aprendeu
Que a tal da BAGANA
É toda e qualquer guloseima
Que seja doce ou salgada
Mas que tenha o sabor
De infância aproveitada!

Manu Albuquerque
26/09/2007

PS: História real. Adivinha quem era a menininha??
PS2: BAGANA – qualquer coisa gostosa pra “enrolar menino”.





CULPA

16 09 2007

A culpa é o sentimento que carrego e tem o peso da cruz do cristo.
Culpo-me pelo que não sinto mas que a socidade julgaria um erro.
Culpo-me por omitir a verdade. Isso sim me vale o peso da cruz…
Culpo-me pela falta de coragem pra lutar.
Culpo-me pela falta de coragem de dar minha face a tapas ou de pedir perdão ou de simplesmente seguir o caminho que quero seguir.
Culpo-me por não ter coragem suficiente pra enfrentar os juíses.
Culpo-me por importar-me com eles.
Culpo-me por minha fraqueza e por ter perdido minha maior virtude: A verdade.
Culpo-me por aceitar o comodismo.
Culpo-me por sentir pena, inclusive de mim.
Culpo-me por sentir medo.
Culpo-me por amar.
Culpo-me por não amar.
Culpo-me por não aceitar ainda e não ter atitude ainda.
Culpo-me.

16/09/2007
Manu albuquerque

“Omnia Vincit Amor”
“Veritas vos liberabit”
“Omnia Vincit Veritas”

CARPE DIEM!!!





FOI ASSIM…

14 09 2007

Percebi, me encantei,
Retribuí, s
eduzi.
Hesitei, me esquivei, duvidei,

Quis sorrir…
Me afastei e voltei,
Quis seguir.

Enfrentei, mergulhei,
Me entreguei.

Apertei, suspirei, arranhei,
Me debati.
Eu chorei…

Menti pra mim mesma.
Eu menti.
Eu rezei, pedi paz
Me achei, me perdi…

Me encontrei, mas não sei…
Que caminho Seguir?

Manu Albuquerque
13/09/2007





TOCA

10 09 2007

Entra e Senta
Sente e Toca

Entra no Quarto
Senta no Colo
Sente meu Cheiro
E Toca…

O corpo
A música
A vida
Como você faz
Tão bem

Me toca,
meu bem…

Manu Albuquerque
09/09/2007





MUSA

10 09 2007

Musa…
Estrela das manhãs
Diva das tardes
Sorriso que me alegra
refresca a alma

Abranda os meus anos
Traz poesia
Minha menina
rainha, minha calma

Musa…
Que mistério esconde
teu sorriso?
Labirinto que desvendo
E onde sigo,
Paraíso das telas que pintastes

Musa…
Fica nos meus braços
Mergulhada
Esquece as horas
Deixa as nossas vidas alí fora
Vive nosso tempo,
vive o agora.

Manu Albuquerque
08/09/2007