ECO

17 07 2009

“Nas horas tristes, filho, não diga nada. Coloque um silêncio bem alto no aparelho de som. E comece a escrever bem baixinho.(Chorar até que pode, desde que não lhe embace a vista). Só não pare: tristeza é pra escrever. Tome posse dessa dor que é toda sua. Até que passe e venha outra mais bonita.” Para aprender a melancolia

A cada dia experimento
Novas histórias
Novos sentimentos.
A cada dia novo
Novo medo se anuncia,
Medo do Silêncio
Que acompanha
Minha casa vazia.
A cada dia novo
Uma nova agonia,
Agonia minha alma
O desprezo e o desdém
Incomoda a ausência fria.
A cada dia experimento
Uma velha melancolia…
O mesmo sentir
De 13 anos atrás
A pergunta que não cala,
A dor que nunca sara
E hoje, eu sei,
Esse vazio que ecoa
E grita no silêncio
Dos meus pensamentos
É tão somente ausência…
É tão somente…
A tua ausência, Pai.

Manu Albuquerque


Ações

Informações

3 respostas

17 07 2009
Carla Amorim

Muito lindo, Manu. Parabéns.
Bjs.

4 08 2009
Ediene

AS vezes o que realmente doi é a constante presença da ausência,isso é a tónica de sua poesia,belissima,parabéns pela maravilhosa inspiração.

5 08 2009
Ediene

Pulsação,pura genialidade! Adorei.

Deixe um comentário