Música Alimento da Alma

24 10 2009

.Eu. Nação. Otto.Todos.

…Alimentando o espírito com as boas vibrações…





VOE POR TODO MAR E VOLTE AQUI…

21 10 2009

Por que hoje acordei com uma saudade imensa de todos os que estão longe e lembrei de todos com muito carinho…

Por que vi fotos de Silvinha com seu bebê e chorei, queria estar do seu lado AGORA.

Por que a gente não pode estar com todos , fisicamente, no momento em que desejamos… Mas sempre nos encontraremos, em momentos únicos, nem que seja nos nossos sonhos.





A CASA DA ROSA

20 10 2009

 

“O ninho onde me escondo

Não é as paredes

Nem são as luzes quentes

Do avarandado.

O meu refúgio  

É o meu cercado…

O violão na sala,

Os pingentes púrpura

Na janela

E o voil branco

A dançar com o vento

O meu livro de cabeceira

Meus amigos no tapete

Os brinquedos pelos cantos

A risada do meu menino

Minhas flores

Minhas lembranças

Minhas dores.

A minha casa lembra

A redoma da rosa

Do Petit Prince*.

A minha casa

É meu pequeno jardim.” Manu Albuquerque

 

*Referência à Rosa orgulhosa do Livro O Pequeno Príncipe de Saint Exupéry.

 

Rosa_orgulhosa

 

“Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor.

O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado. E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:

- Ah! Eu acabo de despertar… Desculpa… Estou ainda toda despenteada…
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- É verdade – Respondeu a flor docemente. – E nasci ao mesmo tempo que o sol…
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão envolvente!
- Creio que é hora do café da manhã – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim…

E o principezinho, atordoado, tendo ido buscar um regador com água fresca, aguou a flor. Assim, ela logo começou a atormentá-lo com sua doentia vaidade. Um dia, por exemplo, falando dos seus 4 espinhos, dissera:

- Os tigres, eles podem aparecer com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta. Além disso, tigres não comem ervas.
- Não sou uma erva – respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me…
- Não tenho receio de tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias por acaso um pára-vento?

“Horror das correntes de ar…Isso não é bom para uma planta”, observara o pequeno príncipe. “É bem complicada essa flor…”

- À noite me colocarás sob uma redoma de vidro. Faz muito frio no seu planeta. Não é nada confortável. De onde eu venho…
De repente, calou-se. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Encabulada por ter sido surpreendida com uma mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes e, para fazê-lo sentir-se culpado, pediu:
- E o pára-vento?

Assim, o principezinho, apesar da sinceridade do seu amor, logo começara a duvidar dela. Levara a sério palavras sem importância, e isto o fez sentir-se muito infeliz.

“Não devia tê-la escutado”, confessou-me um dia, “não se deve nunca escutar as flores. Basta admirá-las, sentir seu aroma. A minha perfumava todo o meu planeta, mas eu não sabia como desfrutá-la Aquela história das garras, que tanto me irritara, devia ter me enternecido…”

Confessou-me ainda:
“Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava… Não podia jamais tê-la abandonado. Deveria ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la.”

Creio que ele se aproveitou de uma migração de pássaros selvagens para fugir. Na manhã da viagem, pôs o planeta em ordem. E quando regou pela última vez a flor, e se preparava para colocá-la sob a redoma, percebeu que tinha vontade de chorar.

- Adeus – disse ele à flor. Mas a flor não respondeu.
- Adeus – repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola – disse finalmente. – Peço-te perdão. Procura ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, completamente sem jeito, com a redoma nas mãos. Não podia compreender essa delicadeza.

- É claro que eu te amo – disse-lhe a flor. – Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Tenta ser feliz… Larga esta redoma, não preciso mais dela.
- Mas o vento…
- Não estou tão resfriada assim… O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor
- Mas os bichos…
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe… Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho minhas garras.

E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Então vai!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa…” O pequeno Príncipe – Saint Exupéry.





Down On My Knees

28 09 2009

 

Descobri recentemente e não consigo ficar sem ouvir Ayo. MUITO BOMMMMM!!!





CORES

1 08 2009

“A agora que é real
Posso escrever
Que tanta “euforia”
É que eu previa
Como seria legal
E foi,
É
E será
Pois há cores
Diversas e alegres
Em toda e qualquer
Amizade
Mas algumas,
Especiais,
Tem um brilho
Radiante e valioso.
Vou proteger
Vou zelar
Vou preservar
Pois entre nós,
Entre idéias,
Risada e Espuma,
Ainda cabe,
A gente sabe,
Muita aventura.
Até mais…”
Manu Albuquerque





FELIZ

31 07 2009

“Vem pra misturar juizo e carnaval
Huummm,vem trair a solidão…
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração…
Vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz…” Feliz – Dudu Falcão





DOMINGO

27 07 2009

“A solidão é como um dia de domingo exatamente às 17:30.”

 Domingo:

Manhã com sol e crianças correndo no parque. 

Perceber o futuro, presente no nosso presente.

Tarde de trabalho entre loucos e velhinhos no Lar  de Amparo Jesus Misericordioso.

Perceber a miséria que nos cabe e a bondade que sempre existe pra nos acolher nos momentos mais difíceis.

17:30 

A minha companhia me deixa, depois de uma doce mensagem: “Até logo, filha…”.

Perceber que a solitude nem sempre quer dizer solidão. E o amor… Não se pode prever.

 Noite de surpresas. E, que bom, eu sou normal. (Será?)

Perceber que o futuro é sempre imprevisivel.

 





TANGERINA

15 07 2009

Tanta vontade
De ter seu riso
Na minha face
Brincar contigo
No meu jardim
Sem rótulo
E sem tempo
Mas sempre
Com sentimento
Com carinho
E com doçura
Te dar na boca
Bagos suaves
Beijos delicados
Um pouco de lábios
E tangerina madura.

Manu Albuquerque





MEDO DO MEDO QUE DÁ

5 04 2009

“Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo… que dá medo do medo que dá
Medo… que dá medo do medo que dá”  

Miedo – Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

O medo tem me travado,  me tomado,  fechado as minhas portas,  cerrado meu caminho.

 





POEMA

13 02 2009

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Uma ponta de tristeza nessa alegre sexta-feira 13…